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Espaço Mulher - Ginecologia

Métodos Contraceptivos


Mulher

Os métodos contraceptivos são os utilizados basicamente para impedir uma gravidez indesejada. Além do efeito contraceptivo, os preservativos femininos e masculinos são os únicos a prevenir as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Com exceção destes, todos os outros contraceptivos devem ser indicados por um ginecologista, que vai analisar o histórico da mulher e receitar o método mais adequado para o seu caso.

Como devo escolher meu método contraceptivo?
Você, juntamente com o seu ginecologista, avaliarão as opções de prevenção contra a gravidez mais indicadas e viáveis para o seu caso.

Para indicar o contraceptivo ideal, o ginecologista fará uma investigação da sua saúde de modo geral. Dados individuais de cada mulher são considerados na escolha do método: idade, peso, presença de doenças tais como a diabetes, hipertensão arterial, doenças hepáticas (hepatites, cirrose), doenças renais, tabagismo, histórico de trombose ou tromboembolismo, desejo reprodutivo futuro.

Quais são os métodos contraceptivos disponíveis?
Os métodos podem ser: métodos comportamentais, métodos de barreira, dispositivos intra-uterinos, contracepção hormonal e contracepção cirúrgica, cada qual com suas características.

Métodos Comportamentais de Contracepção
Esses métodos baseiam-se na observação das características do ciclo menstrual e do organismo, com abstinência sexual durante alguns períodos. Apresentam baixa eficácia, alteram o comportamento do casal, dependem de motivação e aprendizado e não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS. São eles: a tabelinha, a análise do muco cervical e da temperatura basal.

Tabelinha
A famosa tabelinha é bastante utilizada e consiste no cálculo do provável dia da ovulação (período fértil) e na abstinência sexual por 7 dias, nessa época. Esse método só deve ser utilizado por mulheres que tenham os ciclos menstruais regulares e que ovulem entre o no 12º e o 15º dias do ciclo.

Temperatura basal
O método da temperatura basal baseia-se no reconhecimento do período fértil ou ovulatório por meio da observação da temperatura basal. Logo após a ovulação, ocorre um aumento da temperatura corporal, em 0,3-0,8ºC, por três dias. Conhecendo-se o próprio corpo, a mulher poderá evitar atividades sexuais neste período. Não é um método eficaz quando isoladamente utilizado.

Muco cervical
Com este método, a mulher tenta prever o período fértil por meio da análise do muco proveniente do colo uterino. Logo depois da menstruação, existe um período em que a vagina permanece muito ressecada, e o muco vai aumentando aos poucos e vai se tornando mais escorregadio e elástico (a mulher consegue fazer um "fio" com o muco, abrindo os dedos). Ele fica mais elástico na época da ovulação. Assim, o casal deve fazer abstinência desde o período em que existe pouco muco até três dias depois da data de maior elasticidade. Não é um método eficaz quando isoladamente utilizado.

Ejaculação extravaginal (coito interrompido)
Consiste na retirada do pênis da vagina, antes da ejaculação. Não é um método recomendado, pois leva a um ato sexual incompleto e a ansiedade no casal. O índice de falha é alto porque muitos homens não conseguem controlar o momento da ejaculação e, além disso, o líquido seminal eliminado antes da ejaculação também contém espermatozóides. Outro problema associado a esse método é que ele pode gerar, no homem, ejaculação precoce e disfunção erétil (impotência).

Métodos de Barreira
Esses métodos impedem que os espermatozóides cheguem ao útero.

Condom ou Camisinha
Existem modelos masculino e feminino (raramente usado). A camisinha masculina é um método bastante utilizado e eficaz, mas depende de uso correto. A grande vantagem é que, além de proteger contra uma gravidez indesejada, protege contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)
O DIU é um dispositivo colocado dentro do útero para se prevenir gestações indesejadas. A presença do DIU evita a gestação por agir alterando o muco do colo uterino e impedindo que os espermatozóides cheguem ao útero, alterando as condições do endométrio (camada interna do útero) de modo e agir nas trompas.
Existem dois tipos principais:
1) o DIU de cobre é o mais antigo e largamente utilizado.
2) o DIU ("Mirena") com hormônio (um tipo de progesterona): geralmente provocam a cessação da menstruação ao longo do tempo de uso. Por isto, também é utilizado para mulheres que apresentam cólicas e alterações de fluxo menstruais.

O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (5 a 10 anos a depender do tipo). É eficaz e o risco de gravidez é bastante pequeno.

Contracepção Hormonal
São constituídos de hormônios sintéticos, geralmente a associação de um tipo de estrogênio e um tipo de progesterona. Esses métodos atuam no centro regulador do ciclo menstrual, levando a um estado em que a mulher não ovula. São bastante eficazes, com uma taxa de gravidez muito baixa. A administração dos hormônios que impedem a ovulação no organismo pode ser feita pela ingesta de comprimidos, injeção, uso de adesivos transdérmicos, uso de anel vaginal ou uso de implantes subcutâneos.

Contracepção Cirúrgica
É o único método de contracepção definitiva. A esterilização feminina consiste na ligadura tubária, ou laqueadura. É uma cirurgia que rompe a “ponte” entre o espermatozoide e o óvulo, as trompas de falópio. Com a obstrução nas trompas, o espermatozóide é impedido de chegar ao óvulo. A masculina é a vasectomia. A vasectomia é um procedimento ambulatorial, é feita sob anestesia local. Esses métodos são de alta eficácia, mas suas indicações são bastante específicas.

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